Modernices de Gondomar... E quem não tiver roupa branca, não pode ir? Vai nu? Leva um lençol e vai tipo fantasma? Está ali um de creme, outra de lilás, um de preto e até um de verde fluorescente... como é que é? Não existe rigor no fardamento? Se fosse eu que mandasse... até as cuecas tinham de ser branca... imaculadas. ;-)
Houve um tempo áureo, em que o Questiuncas publicava fotografias neste seu blogue com a regularidade quase litúrgica de um monge beneditino armado em Cartier-Bresson. Depois, subitamente, fez-se silêncio.
Talvez o Questiuncas tenha atingido o patamar supremo da fotografia: a contemplação sem registo. O verdadeiro artista sabe que há imagens que só devem existir na retina interior. Publicá-las seria traí-las. Partilhá-las, seria vulgarizá-las. Assim, optou pela abstinência iconográfica, uma espécie de voto de celibato.
Seja como for, o blogue permanece, qual catedral gótica inacabada, com este último post da noite branca a ecoar na memória digital. E eu, leitor fiel e algo bisbilhoteiro, fico à espera que o Questiuncas volte, talvez com uma madrugada azul, ou uma tarde amarela, ou até um entardecer lilás, para provar-me que, apesar de tudo, este nosso mundo continua a ser fotografável.
Até lá, dá-me aconchego acreditar, que este silêncio não é uma ausência. É apenas uma longa exposição.
Modernices de Gondomar...
ResponderEliminarE quem não tiver roupa branca, não pode ir? Vai nu? Leva um lençol e vai tipo fantasma?
Está ali um de creme, outra de lilás, um de preto e até um de verde fluorescente... como é que é? Não existe rigor no fardamento?
Se fosse eu que mandasse... até as cuecas tinham de ser branca... imaculadas.
;-)
É mais uma vez deixou de publicar...
ResponderEliminarDevia existir alguém que lhe desse tautau. :-|
Houve um tempo áureo, em que o Questiuncas publicava fotografias neste seu blogue com a regularidade quase litúrgica de um monge beneditino armado em Cartier-Bresson. Depois, subitamente, fez-se silêncio.
ResponderEliminarTalvez o Questiuncas tenha atingido o patamar supremo da fotografia: a contemplação sem registo.
O verdadeiro artista sabe que há imagens que só devem existir na retina interior. Publicá-las seria traí-las. Partilhá-las, seria vulgarizá-las. Assim, optou pela abstinência iconográfica, uma espécie de voto de celibato.
Seja como for, o blogue permanece, qual catedral gótica inacabada, com este último post da noite branca a ecoar na memória digital.
E eu, leitor fiel e algo bisbilhoteiro, fico à espera que o Questiuncas volte, talvez com uma madrugada azul, ou uma tarde amarela, ou até um entardecer lilás, para provar-me que, apesar de tudo, este nosso mundo continua a ser fotografável.
Até lá, dá-me aconchego acreditar, que este silêncio não é uma ausência. É apenas uma longa exposição.