Continuemos nesta que é a segunda parte de três. No post anterior estive a relatar a chegada, e o que fazíamos de manhã. Esta segunda parte, contempla o pós almoço até ao final do dia.
Após o almoço, por vezes fomos ao café. Na fotografia vemos um dos candeeiros do tecto da sala do café. (foto +/- artística)
Só por uma vez cometi o erro de pedir um café. Como vimos que tinham máquina expresso, arriscamos e pedimos um café expresso curto. Foi a tragédia habitual, o soma de água canalizada, "café" e em vez de chávena, um copo. . .
À tarde, as crianças iam descansar e com elas os respectivos pais, excepto eu. Como é sabido, recuso-me dormir à tarde, portanto arranjava alguma coisa para passar o tempo. Uma delas era ir para a esplanada do café, sentar-me nas poltronas, posição de relax e ouvir música com o meu maravilhoso K750. Foram tardes de grandes sonoridades, Joy Division, Mão Morta, Xutos (as músicas antigas), Clash, Prodigy, Nick Cave e mais alguns.
Outro dia, fui descobrir uma das praias de Papagaio. No post anterior, terminei a dizer que o único defeito do hotel era não ter uma praia com bons acessos, porque uma boa praia perto, tinha, os acessos é que eram maus. Tínhamos de percorrer um pequeno monte, mas o carreiro estava cheio de pequenitas pedras e para as crianças seria complicado passarem por lá. Levá-las às cavalitas não seria problema, o pior era vir para o hotel, é que era a subir. . .
Fotos da praia. Grande extensão de areal, água calma.
Outro dia fui conhecer mais a fundo o hotel.
Vista sobre uma das, cinco piscinas (duas piscinas para crianças e três para adultos).
Vista sobre a praia de calhaus do hotel.
À tarde não íamos para a praia, pois o último autocarro que saía da praia era às 17,45. Então, após as crianças acordarem iam para a piscina.
A brincadeira na piscina durava muito tempo, quando saíamos da piscina, íamos tomar banho e depois jantar. O jantar demorava algum tempo, pois havia muita comida para escolher. A sopa, neste hotel, até nem era muito má, pelo que a menina R comia quase todos os dias (o que não aconteceu nas férias anteriores - Palma de Maiorca e Fuerteventura). Havia duas coisas obrigatórias no jantar e almoço da menina R. Uma era pizza, mas tinha de ser só com queijo a outra, era ir escolher o gelado para sobremesa. Muito gostava ela de ir até à banca dos gelados, de seguida eu pegava nela ao colo e ela, muito indecisa, punha-se a escolher o(s) sabor(es). Trazia para a mesa e só comia 2 ou 3 colheres, o que ela queria era ir escolher os sabores. Após o jantar, algumas vezes fomos jogar ping pong, ou ocupávamos o tempo de outra forma. Obrigatoriamente, antes de irmos para os quartos, tínhamos de passar pelo palco para as meninas darem umas corridas.
De 15 de Junho a 22 de Junho fomos conhecer mais uma ilha espanhola no Atlântico. O dia 15 começou cedo, pois o voo era para as 12 horas. Ainda em casa, reparamos que um dos sacos tinha o fecho a descoser. O cunhado e a cunhada, como bons amigos que são, emprestaram um saco. Já no aeroporto, ao fazer o check-in, fui informado que tinha que tirar algum do conteúdo da mala, pois pesava 34 quilos, o que excedia o peso máximo por mala. Em pleno fila de check-in, lá abri a mala e passei alguma roupa e outras coisas para o saco dos queridos cunhados. Como já tinha a experiência com o saco do fecho descosido, fiz esta operação num instante. (até parecia os mecânicos da Ferrari a trocar os pneus dos fórmula 1) Depois destas trocas, lá embarcamos no avião.
Chegamos a Lanzarote, a primeira impressão foi a de vento, muito vento. A viagem para o hotel não foi muito longa.
Nessa tarde ficamos no hotel a desarrumar as malas e conhece-lo ligeiramente. À noite, jogava Portugal no europeu. Após o jantar fomos à sala de TV e lá vi que havia gente com muito frio, pois estavam de cachecol, depois reparei que eram uns portugueses doidos aconchegados no cachecol nacional. (mais valia não terem vindo de férias, ainda por cima, Portugal perdeu! ! !)
O restaurante era grande e com muita luz, ao fundo ainda havia outra sala, também bastante grande, para comida italiana.
Uma pequena amostra do meu pequeno almoço (chamar aquilo que eu comia pequeno almoço é ser muitíssimo modesto)
O que eu nunca dispensava, quer ao pequeno almoço, almoço e jantar eram 2 iogurtes com pedaços de ananás. Uma delícia.
Nas traseiras do hotel havia uma praia, o "areal" era só pedras e o fundo do mar também, pelo que era-nos disponibilizado um autocarro para levar, a determinadas horas, a uma praia muito jeitosa, com se vai ver mais abaixo.
Ora aqui esta a praia para onde íamos. Esta foi uma das primeiras fotografias que tirei à praia.
Mais outra fotografia à praia. Onde se pode ver a extensão do areal. Aqui a maré estava vaza.
Água transparente, podia estar mais quente que não me importava, mas depois de entrar era uma maravilha. O mar era calmo, sem ondas. As únicas vezes que haviam ondas, era quando os ferrys atracavam no porto. Não dá para ver muito bem o porto, mas ele está situado no lado direito da fotografia.
Eu e as minhas famosas fotografias artísticas com as sombras. Tirei mais outra, desta vez no passeio, um dia que vim a pé do hotel para a praia.
Engraçada? É só a fotografia ao contrário.
Ao fundo, a parte norte de Fuerteventura, entre as duas montanhas, vêem-se as dunas. No ano passado as férias foram naquela ilha.
A fila para o autocarro que nos levaria ao hotel, por volta das 13 horas. Tinha-mos de ir mais cedo para garantirmos lugar, senão só às 14,30 é que havia outro autocarro.
Este era o único senão do hotel, não ter uma praia perto e com bons acessos. No próximo capítulo , vão perceber porque é que escrevi uma praia com bons acessos.